Publicado por: Aragon | maio 6, 2008

PMBOK ou PRINCE2?

Pessoal,

Esta me pediram para comentar. A propósito, vcs podem solicitar temas de interesse e relacionados ao objetivo do site para comentar.

Bem, PMBOK ou PRINCE2?

Para quem não sabe o PMBOK é um corpo de conhecimento em Gerenciamento de Projetos desenvolvido e promovido pelo Projetc Management Institute. Dá para pegar o PMBOK e sair usando? Claro que não. O PMBOK não é uma metodologia aplicável de imediato. Para chegarmos a um processo ou metodologia de gerenciamento de projetos a partir do PMBOK precisamos adaptá-lo a cada organização, considerando também o seu nível de maturidade. Éo que chamamos de instanciação do PMBOK.

Já o PRINCE2 foi desenvolvido pelo Governo Britânico para apoiar as ações de seus gestores públicos no planejamento e gerenciamento de projetos de qualquer natureza.

O PRINCE2, ao contrário do PMBOK, é uma metodologia de gerenciamento de projetos pronta para uso e que tem critérios para sua adaptação conforme o tipo e complexidade do projeto. Serve para qualquer tipo de projeto. Ela já vem com os templates e roteiros, fases,etc. E da mesma forma que o PMBOK, também tem certificações profissionais. Além do mais também exibe um modelo de maturidade.

Se você não quiser perder tempo instanciando o PMBOK veja a PRINCE2 como uma boa opção para uso imediato.

Abraços e espero novas sugestões de temas.

Publicado por: Aragon | maio 6, 2008

Quero Compartilhar

Prezados,

Esta eu gostaria de compartilhar com vcs.

Dia 1o. de maio, obtive a confirmação de que fui designado CGEIT (Certified in the Governanc Of Enterprise IT) pela ISACA, que vem a ser a principal organização mundial, com sede nos USA, que promove e desenvolve o tema de Governança de TI, principalmente através dos seus modelos mundialmente reconhecidos como o CobiT e Val IT. (vide email da ISACA mais adiante)

Este certificado atesta o meu conhecimento, senioridade e experiência em Governança de TI.

Para a obtenção deste certificado tive que comprovar pelo menos 8 anos de experiência gerencial, sendo 5 anos em Governança de TI e um ano de desenvolvimento e manutenção de Frameworks de Governança de TI e experiência em mais 5 domínios referentes ao tema.

Acredito que seja o primeiro certificado no Brasil, sendo que o mundo são muito poucos. Dessa forma evoluo para poder atender de forma mais efetiva a comunidade de TI do Brasil.

Abraços

Publicado por: Aragon | março 18, 2008

Gerencie através de fatos e mostre números

Sabemos que a gerenciar a TI em uma empresa é um desafio e tanto. Uma porque a TI é sempre mal compreendida nas empresas e outra é porque temos uma grande incapacidade de mostrar resultados. O negócio nos olha como um poço sem fundo em termos de dinheiro. Nunca basta e os resultados, pelo menos na percepção da turma do negócio, é sempre questionável.

Podemos mudar o quadro gerenciando através de fatos baseados em medições que sejam compreensíveis para o negócio. O lema aqui é coloque medições em tudo, ou como já dizia Tom de Marco, “você não gerencia o que você não mede”.

Vislumbramos basicamente duas situações de investimentos em TI: aqueles investimentos feitos em TI para atender o negócio e os investimentos realizados para a melhoria dos serviços de TI.

Em ambos os casos pense sempre em realizar um Business Case , mostrando o ROI do investimento. Entretanto a diferença é que nos investimentos de TI para o negócio, o ROI está atrelado ao resultado do negócio, ou seja, aumento de vendas, rentabilidade, aumento do marlet-share,etc. No caso do investimento para a melhoria dos serviços de TI, o ROI está associado com aspectos sobre a empresa ganha com maior disponibilidade, redução de risco e principalmente na redução dos custos de desenvolvimento e manutenção de sistemas, atendimento a SLA`s compatíveis com as necessidades do negócio por exemplo.

Algumas sugestões sobre o que você deve fazer para trabalhar desta forma:

1. Ter um processo e framework para realizar Business Case e, obviamente, pessoal preparado para tal;

2. Acompanhar e medir os resultados e benefícios dos investimentos (é importante pois a maioria do pessoal não faz);

3. Usar o Portfolio de TI para mostrar o comportamento dos investimentos e resultados por tipo de investimento (qual o que dá mais retorno), por área de negócio (para usar no seu marketing de resultados da TI);

4. Apresentar os resultados na linguagem do negócio, de forma que todos possam entender os resultados e os benefícios alcançados.

Acreditamos que dessa forma, mostrando tudo com fatos e dados, podemos realizar uma profunda transformação no engajamento do negócio com os investimentos de TI, tanto os voltados para o negócio como àqueles voltados para a melhoria da qualidade dos serviços de TI.

Aguardo comentários da comunidade.

Abraços a todos

Publicado por: Aragon | fevereiro 22, 2008

A gestão dos processos na Governança de TI

Implantar processos na área de TI talvez seja uma das tarefas mais difíceis de realizar. Um dos motivos é a mudança da cultura. Na minha experiência, o pessoal de TI é bastante resistente às mudanças. Outro motivo é o problema da comunicação e alinhamento do alto escalão da própria TI com a turma do chão da fábrica. Sem os sinais de que a coisa é para valer e sem uma estratégia de implantação que envolva mudança de comportamentos, atitudes,etc. fica muito complicado se ter sucesso.

Mas vamos supor que tudo isto esteja presente na sua empresa. Primeiro gostaria de lhe parabenizar. Bem e depois que os processos estiverem implantados, como eles vão ser gerenciados e melhorados? Eles até podem estar atendendendo aos objetivos do negócio, mas todo e qualquer processo pode ser melhorada quase que indefinidamente. E melhorar processos de TI de forma contínua é reduzir custo da TI e aumentar a sua produtividade.

Aqui surge uma pergunta: o que é um processo gerenciado?  Vamos lá:

1. É um processo documentado assentado em uma política organizacional que todos conhecem (não precisa ser uma documentação extensiva, mas aquela que possibilita comunicar o que deve ser feito);

2. O processo é medido constantemente (tem que ter métricas, indicadores);

3. As pessoas que operam o processo são treinadas para tal;

4. O processo é controlado e auditado para verificação de seu compliance;

5. O processo é melhorado continuamente de uma forma sistemática.

Bem, dentro do seu Programa de Governança de TI quem vai cuidar da gestão do processo?

Segundo, quem vai cuidar da arquitetura dos processos, já que podemos estar usando melhores práticas de vários modelos concomitantemente? Ou seja, uma mudança em um processo pode afetar outro e assim sucessivamente. Por exemplo, uma mudança no processo de Gestão de Mudanças conforme o ITIL pode afetar o seu processo de manutenção de software.

Há alguém com esta responsabilidade na área de TI?

Para finalizar, quando estiveres pensando em desenvolver e implantar um Programa de Governança de TI planeje o depois, quando os processos estiverem de fato sendo operados. Dessa forma você poderá agregar efetivamente valor ao seu negócio.

Abraços a todos

Publicado por: Aragon | fevereiro 12, 2008

É a demanda estúpido!!

Nas minhas andanças tenho visto o seguinte cenário: a demanda por serviços (incluo ai tudo inclusive demandas para sistemas) sempre é muito maior do que a capacidade de atendê-la, sendo que as áreas de TI e Negócios não têm um mecanismo para priorizar essas demandas e nem de prever quando elas vão surgir (isto é fato para mudanças legais tempestivas). É comum ainda as demandas chegarem sem um mínimo de critério e de várias fontes, as vezes até repetidas.

Ora, a incapacidade de gerenciar a demanda, no meu ver, é um dos grandes causadores da péssima imagem que a TI tem na grande maioria das empresas. O pessoal do negócio não entende porque não conseguimos entregar o serviço no prazo e na qualidade desejada. Como a imagem é ruim o trabalho para conseguir investimentos para a melhoria dos serviços de TI fica cada vez mais prejudicado. De um CIO meu conhecido: “Aragon quando tenho a oportunidade de sentar com o meu Presidente, 2/3 do tempo é cobrança e quase não tenho tempo de discutir as necessidades de TI”.

Bem como podemos resolver esta questão? Aqui vão algumas sugestões:

1. VC tem que ter um Catálogo de Serviços – o catálogo mostra o que pode e o que não pode ser feito por TI, sendo que o Catálogo tem que estar alinhado às necessidades do negócio. O catálogo pode servir de delimitador do escopo de atendimentos no âmbito da empresa, considerando as capacidades da TI.

2. Vc tem que montar junto ao pessoal de negócio (e para isso vc vai gastar muita conversa) uma lista de prioridades visando gerar o seu Portfolio de Projetos e atendimentos. Lembro que o problema de priorização é do negócio e não de TI, mas TI pode promover ou incentivar que isto ocorra. Tem empresas que se TI não incentivar isto não rola nada. Este Portfolio deve ser o balizador de toda a demanda de serviços. Lembro que este portfolio tem que estar coerente com o seu catálogo de serviços. Quando vc for montar o Portfolio crie regras junto ao pessoal de negócio sobre como tratar mudanças nas demandas já priorizadas ou tratar mudanças nas prioridades, critérios de priorização claros e não ambíguos,etc.

3. C lassifique a sua demanda e pense em processos diferentes para atendê-la. Vc deve se perguntar como atender a incidentes, emergências, novos serviços, novos projetos, manutenções,etc. Tem um amigo meu que criou processos de “via rápida” para os “atendimentos políticos” ou emergenciais  que precisam de um tratamento de resolução de problema sem usar os processos tradicionais. Outra coisa vc só poderá ajustar a sua capacidade de atendimento se conseguir entender e classificar a sua demanda.

4. Pense em alterar a sua estrutura organizacional para gerenciar a demanda. Uma forma eficaz de vc prever novas demandas é criar uma ligação direta com o pessoal do negócio através de um analista de relacionamento ou gerente de relacionamento. Essa pessoa é responsável por elaborar os planos de atendimento junto ao negócio, administrar a demanda, encaminhar a demanda, priorizar e repriorizar as demandas, prever novas demandas em função dos planos do negócio e avisar a TI e assim sucessivamente. É óbvio que a sua área de sistemas também vai ter que ser organizada para lidar com este relacionamento. (Este é um assunto que vou tratar mais tarde com outro post).

5. Uma forma eficaz de gerenciar a demanda é estabelecer que o orçamento por serviços de TI é do negócio e não da TI. Geralmente quando a TI é um bem livre, ou seja, o pessoal do negócio não sabe quando custa um serviço a demanda é incontrolável. Vc pode começar estabelecendo orçamentos de investimento no Portfolio de Projetos e Serviços para cada área de negócio. Por exemplo, no caso de manutenções evolutivas e adaptativas, vc pode estabelecer, com base em dados históricos, um balde de horas para este tipo de demanda. Uma vez que ele ultrapassar essas horas o negócio vai ter que ir justificar mais recursos para as manutenções. Esta abordagem tem um efeito bastante interessante, a decisão sobre investimento em TI começa a ser compartilhada com o negócio e o pessoal do negócio começa a entender a TI e vice-versa.

6. Sempre estabeleça medições sobre a quantidade e tipo de demanda, esforço despendido real, quantas demandas foram atendidas e que não estavam previstas no Portolio e assim sucessivamente. Isto serve para melhorar o seu planejamento de atendimento e capacidade e também serve para vc fornecer feedbaclkpara os seus clientes de negócio, de forma a envolvê-los no gerenciamento da demanda.

Acho que é só. Se vc conseguir implementar essas sugestões estará dando um grande passo para que a gestão da demanda não seja um tormento e sim um instrumento para o apoio efetivo ao negócio.

Um abraço a todos

Publicado por: Aragon | fevereiro 8, 2008

Liderança na implantação da Governança de TI

Sempre quando estou projetando e estruturando novos processos de TI nas organizações sempre sinto falta de dois elementos cruciais para a implementação desses processos de forma bem sucedida. São eles a liderança para a mudança e a comunicação. Não sei se é um problema da nossa cultura “latina”, mas o que eu tenho visto é uma ausência total de liderança para a mudança e de comunicação de cima para baixo de forma a engajar as pessoas nas mudanças. Geralmente sem estes dois elementos o que temos visto é um conjunto de papéis e boas intenções sendo que os processos uma ora funcionam outra ora não. Ou seja, não há um padrão definido da operação dos processos. Mudam as pessoas os processos passam a operar de outra forma. Quando eu falo em Liderança estou falando em patrocínio real para a mudança, interesse, defesa e comunicação para todos sobre os benefícios e o reforço constante da necessidade da mudança e dos seus benefícios para as pessoas e a organização. Liderança em TI também significa saber vender e sensibilizar a administração sobre as necessidades de novos processos de TI visando a melhoria da prestação de serviços e também um maior e melhor alinhamento da TI ao negócio. O Líder deve ser um apaixonado e acreditar nas mudanças e transparecer sua convicção para todos, principalmente para os seus colaboradores e subordinados.

Quando você estiver lidando com a implantação de processos de TI, sejam eles baseados no CobiT, ITIL, CMMI ou o que seja, defina uma estratégia para a mudança de “mentes e corações”, ache uma liderança que abrace a causa e defina uma estratégia de engajamento e comunicação junto às pessoas. Para finalizar, você sempre deve medir de forma objetiva o resultado da mudança, principalmente para a vida das pessoas e para a organização.

Abraços a todos

Publicado por: Aragon | fevereiro 6, 2008

Olá mundo!

Welcome to WordPress.com. This is your first post. Edit or delete it and start blogging!

Categorias

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.